Depois do estrondoso sucesso do espetáculo "Falso Brilhante", Elis mais uma vez muda a trajetória da sua carreira, e em 17 de Novembro de 1977 estréia em Porto Alegre a temporada do Show "Transversal do Tempo".
Numa tarde que teve pouco de bela para a cantora, seu novo espetáculo começou a ser criado. Encontrava-se num táxi quando houve um engarrafamento em pleno centro de São Paulo. Um engarrafamento não muito comum, pois Elis se deparou com helicópteros de um lado, cavalos da PM do outro, gente correndo por todos os lados. Sentiu-se indefesa. E viu-se numa transversal do tempo, como definiu: "Você sabe que o sinal de transito só vai ser aberto quando o guarda resolver abrir. Enquanto isso, você está dentro de um táxi e tudo acontecendo. Você imagina saídas, mas o sinal não abriu, o que podemos fazer? Ficamos sentados, dentro de um táxi, numa transversal do tempo, esperando. Não te perguntam nada, não te pedem opinião." (Veja - out/78).
Foi assim que Elis Regina explicou o por que do nome do show e seus fundos ideológicos.
A direção e o roteiro foram de Maurício Tapajós e Aldir Blanc, canários e figurinos de Melo Menezes, e direção musical de César Camargo Mariano.
As imagens exibidas aqui foram gravadas durante uma apresentação do Show em Lisboa no ano de 1978 e fizeram parte de um especial exibido pela TV Portuguesa na ocasião da morte de Elis.
A fonte das imagens é a Comunidade Elis Regina Media Share.
1978 -- 2008: TRINTA ANOS DE TRANSVERSAL DO TEMPO