Nem sempre é como os heróis contam....
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Letra, história narrativa e edição feitas por mim.
Voz e ritmo foram gerados com auxílio de Inteligência Artificial
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Letra:
“Vilão Contra a Própria Vontade”
Eu carreguei o aço como quem carrega um nome
Um reino inteiro nas costas, mas morrendo de fome
Fome de paz... de um abraço sincero
Mas herói não chora, foi isso que me disseram
Marchando em campos cobertos de cadáver
Com oração nos lábios e sangue na armadura
Toda cicatriz que eu tenho foi por eles
Mas pra esse mundo lealdade nunca teve cura
Eu vi criança queimando em vilarejo santo
Vi rei brindar vinho enquanto mãe enterrava pranto
Eu lutei por bandeiras que apodreceram no vento
E perdi minha alma defendendo juramentos
Eu dei meu corpo
Minha espada
Minha fé
Minha honra
E no final...
Não sobrou ninguém pra salvar
Então me diz...
Qual foi o sentido da dor?
Se todo herói morre sozinho
Esquecido pelo próprio povo que jurou proteger?
Eu não nasci vilão...
Vocês me transformaram nisso
Cada lágrima virou veneno
Cada oração virou um grito
Eu tentei salvar o mundo
Mas o mundo quis me destruir
Agora eu caminho nas trevas
Porque a luz cansou de existir
E quando meu nome ecoar no fogo
Não digam que eu enlouqueci
Foi o peso da cruz que vocês criaram
Que finalmente caiu sobre mim
A pior lâmina não vem do inimigo
Ela vem da mão daquele que lutou contigo
O homem que eu chamei de irmão
Vendeu meu sangue por ouro e posição
Me entregaram como monstro pra multidão
Enquanto escondiam os próprios pecados no trono
“Sacrifício necessário”
Foi o que disseram sorrindo
Enquanto eu era torturado
Pelo mesmo reino que mantive vivo
Arrancaram minha voz
Quebraram meus ossos
Mas a dor física era pequena
Comparada ao abandono
Onde estavam os nobres?
Onde estavam os deuses?
Onde estavam os santos...
Quando eu gritava por ajuda?
Silêncio
Só silêncio
E naquele silêncio...
Algo dentro de mim morreu
Eu não nasci vilão...
Vocês me transformaram nisso
Cada lágrima virou veneno
Cada oração virou um grito
Eu tentei salvar o mundo
Mas o mundo quis me destruir
Agora eu caminho nas trevas
Porque a luz cansou de existir
Olhe nos meus olhos...
Não existe ódio neles
Só cansaço
O tipo de cansaço
Que nasce quando alguém dá tudo...
E descobre que nunca foi suficiente
Então eu parei de implorar
Parei de acreditar
Parei de amar esse mundo miserável
Se querem um demônio...
Então verão o inferno usando armadura
Agora cidades queimam quando meu nome é dito
Reis tremem ouvindo o som do meu exército maldito
Mas ninguém pergunta o que existia antes da ruína
Ninguém quer lembrar do cavaleiro antes da sina
Ainda carrego aquela velha espada nas costas
Mesmo enferrujada... ela me lembra quem eu era
Às vezes eu olho pro céu esperando perdão
Mas até as estrelas desviam da minha direção
E sabe o pior?
Mesmo depois de tudo...
Mesmo odiando esse mundo...
Uma parte de mim ainda queria salvá-lo
EU NÃO NASCI VILÃO!
VOCÊS CAVARAM ESSE ABISMO!
ME EMPURRARAM PRA ESCURIDÃO
E AGORA TEMEM O MONSTRO QUE CRIARAM!
Eu fui o escudo!
Eu fui a espada!
Eu fui o homem que sangrou por cada alma!
MAS QUANDO EU CAÍ...
NINGUÉM ME SEGUROU
Então deixem os sinos tocarem
Deixem os impérios ruírem
Porque o último cavaleiro morreu...
E o vilão nasceu contra a própria vontade