Dida. Sem mais

Опубликовано: 24 Июль 2026
на канале: Rodrigo Genta
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Tenho absoluta certeza, aqueles que não viram Dida jogar, já ouviram histórias desse excepcional goleiro. To mentindo?
Ele chegou ao Cruzeiro em 1994, tinha apenas 21 anos, foi contratado junto ao Vitória-BA, clube onde se destacou no Campeonato Brasileiro de 93 e já foi logo assumindo a titularidade do time.

E olha o goleiro chegou em um rabo de foguete danado. Na Libertadores o Cruzeiro caiu no grupo da morte. Tinha Velez, Boca e Palmeiras. Para os “entendidos" de futebol, o Maior de Minas cairia logo na primeira fase, erraram.

A raposa foi eliminada nas oitavas de final pelo Union Española, o time chileno contou com a ajuda de um jogador que ninguém esperava, o arbitro.

Paralelamente o time disputava o Campeonato Mineiro, que naquele ano tinha o todo poderoso ALT-MG, que tinha formado a tal sele galo rs… Para encurtar a história, Cruzeiro campeão Mineiro.
Mas Dida se destacou mesmo em 96 e 97.

Na Copa do Brasil de 1996, o goleiro foi fundamental para conquista. Pegou muito em todos os jogos, mas contra o Flamengo nas semifinais ele foi fantástico. Ai veio a final contra o todo poderoso Palmeiras, que era a base da seleção da CBF.

Dida foi espetacular, perfeito, talvez tenha sido a maior partida que um goleiro ja fez, principalmente na decisão que foi no Parque Antártica, o goleiro operou verdadeiros milagres. 50% da conquista da Copa do Brasil de 96 pode ser creditada a atuação do goleirão.
Veio 97 e novamente a libertadores. O inicio do Cruzeiro foi conturbado, três derrotas seguidas. Mas o time se recuperou, venceu as outras três partidas na fase de grupos e se classificou para as oitavas.

E veio mais sufoco. Pegamos o El Nacional. No equador vitória adversaria, 1 a 0. No Mineirão 2 a 1 Cruzeiro. Naquela época o gol qualificado não contava, a decisão de quem se classificaria foi para o penaltis. Adivinhem quem brilhou? ele o nosso camisa 1, Dida defendeu uma cobrança do adversário e raposa classificada para as quartas.

O Grêmio tomou uma lambada no Mineirão de 2 a 0 e venceram no Olímpico por 2 a1, jogo que o volante Fabinho foi o herói. Ele fez o gol que nos deu a classificação machucado.

Encaramos na semifinal o Colo-colo. No Mineirão 1 a 0 e no Chile amigos, foi teste para cardíaco. A partida terminou em 3 a 2, novamente penalidades. E mais uma vez quem brilhou? Ele, Dida. o goleirão pegou duas cobranças dos jogadores adversários e classificação para a finalíssima.

O primeiro jogo ficou 0 a 0 contra o Sporting Cristal no Peru, a decisão ficou para o Mineirão. E foi um joguinho cascudo.
Falta para os peruanos, o cobrador soltou a perna, Dida faz uma defesaça, mas deu rebote, a bola caiu no pé do Julinho, jogador brasileiro que atuava pelo Sporting, ele tentou fazer o gol, mas o goleiraço fez uma defesa monstra. Garantindo o 0 a 0 no placar.
Ai depois todos sabem o que aconteceu. Aos 30 minutos Elivelton fez o gol que nos deu o Bi da Libertadores.

Em 1998 o goleirão deixou o Maior de Minas
Foram 306 jogos com a camisa celeste.

Títulos:

• Libertadores da América: 1997
• Copa do Brasil: 1996
• Copa Ouro: 1995
• Copa Master da Supercopa: 1995
• Campeonato Mineiro: 1994,1996,1997 e 1998