Trecho do conto o Jardineiro e a Rosa
Passeando pelo jardim, o Jardineiro parou-se diante da bela rosa que se abria para a luz do sol matutinal; então, cordialmente, Ele a saudou dizendo:
Olá, minha preciosa rosa; você está tão exuberante hoje! Posso saber o motivo de tamanho contentamento?
Como não exultar, se o meu jardineiro cuida tão bem de mim. Durante a noite, seu orvalho me restaura e revigora, de dia, sua luz me alimenta e nutre.
Rosa, seu reconhecimento e gratidão a tornam ainda mais bela, aromática e viçosa.
A minha beleza, o meu aroma, tudo o que sou e o que tenho é para o meu amado.
Oh, Rosa! você não imagina como essa oferta voluntária de si mesma, me satisfaz.
Jardineiro, você me permite uma pergunta? Mas por favor, não se aborreça comigo!
Vamos, minha amada; o que você deseja saber de mim?
Eu não quero ser autocomiserativa, mas não consigo entender, por que quando me fez, você me encheu de espinhos?
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