No extremo oeste do Brasil, no estado do Acre, em meio à floresta Amazônica, cerca de mil índios vivem e resistem hoje em sete aldeias do povo Yawanawá. A colonização, as missões religiosas e os seringueiros quase extinguiram o povo da queixada (tradução para Yawanawá) ao longo dos séculos, mas eles conseguiram resistir, garantir seu direito à terra e hoje lutam para preservar suas tradições.
Conhecer de perto a história, a cultura, os rituais e a ligação do povo indígena Yawanawá com a floresta é uma experiência quase indescritível e uma das melhores formas de entender e ajudar a preservar essa rica cultura. Eles hoje já entendem que a presença do homem branco nas aldeias, através de visitas e experiências pontuais e responsáveis, como a Vivência Yawanawá oferecida pela Vivejar, pode ser positiva para a difusão e preservação de suas raízes. Visitantes conscientes se emocionam ao descobrir os encantos deste povo e se dispõem a ajudar a mantê-los. Veja alguns deles:
Os Yawanawá e a natureza
Isolamento e contato direto com a natureza são palavras de ordem para os Yawanawá. A primeira das 7 aldeias do Território Indígena do Rio Gregório fica a 4 ou 6 horas de barco (dependendo do volume de águas do rio) da cidadezinha mais próxima, a vila de São Vicente. Para chegar da cidade às aldeias são usadas canoas motorizadas e é possível observar a natureza quase intocada da região. A relação dos indígenas com a floresta é especial. Dela eles tiram todo o seu sustento e a ela agradecem em seus cantos mariris. A natureza aparece nos símbolos de suas pinturas e é a origem da sua medicina. “A floresta é tudo que nos temos. Ela que nos dá vida”,
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