💚💚 No Coração Bateria Império da Tijuca.

Опубликовано: 16 Июль 2026
на канале: Brazil Carnival Videos
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No Coração Bateria Império Serrano. Desfilando com a Bateria Sinfônica e uma das maiores emoções no Carnaval do Rio de Janeiro. Neste vídeo você poderá sentir a vibração da Bateria Sinfônica do Império Serrano tocando no Ensaio Técnico na Marques do Sapucaí no Rio de Janeiro. Você também poderá apreender um pouco mais da história do Império Serrano lendo a descrição abaixo. Venha conosco nessa emoção no coração bateria Império Serrano.

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O Império Serrano é o quarto maior vencedor da folia carioca, com nove títulos de campeão, conquistados nos anos de 1948, 1949, 1950, 1951, 1955, 1956, 1960, 1972 e 1982. Também possui quatro títulos da segunda divisão, conquistados em 1998, 2000, 2008 e 2017. Desfilou pela primeira vez em 1948, sendo tetracampeã nos quatro primeiros desfiles que participou. Em 2001 foi condecorado com a Ordem do Mérito Cultural. A escola é uma das maiores vencedoras do prêmio Estandarte de Ouro, conhecido como "óscar do carnaval". Entre os carnavalescos com passagens marcantes pela escola estão Fernando Pinto, Rosa Magalhães e Renato Lage.

Entre as contribuições do Império Serrano ao carnaval estão a introdução de instrumentos como o prato, o reco-reco, a frigideira e o agogô de quatro bocas na bateria; e a criação dos destaques de luxo.
A bateria da escola é denominada "Sinfônica do Samba" e tem como marca registrada a ala de agogôs. O Império também é responsável pela primeira escola de samba mirim da história, o Império do Futuro, criado em 1983.

Fundado em Madureira, em 1947, mais precisamente no morro da Serrinha, o Império Serrano formou-se graças a uma dissidência da escola Prazer da Serrinha. Os integrantes saíam nessa escola, comandada por Alfredo Costa. "Seu" Alfredo era o dono, mandava e desmandava, e no carnaval de 46 chegou ao cúmulo de desprezar na hora do desfile o samba "Conferência de São Francisco", de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, que fora ensaiado com antecedência e feito especialmente para "contar" o enredo apresentado pela escola, o que na época era novidade. "Seu"Alfredo cismou, de repente, de mandar cantar um antigo samba de terreiro, No alto da colina, e o resultado foi a péssima colocação da escola, uma das favoritas naquele ano.

O pessoal achou que era demais. Sebastião de Oliveira, o Molequinho, com seus irmãos, compadres e amigos, resolveu fundar uma escola de samba que fosse inovadora em tudo. E principalmente na questão de ninguém poder dar ordens que não admitissem discussão, de ninguém ter de abaixar a cabeça mesmo sem concordar. Adeus, seu Alfredo Costa. Adeus, Prazer da Serrinha. Agora todo mundo vai poder opinar, todo mundo vai querer ser ouvido: nascia o Império Serrano. Era 23 de março de 1947.

O nome fora sugerido por Molequinho, eleito por unanimidade, mas na escolha das cores ele foi voto vencido - era, enfim, a democracia que chegava - e prevaleceu a sugestão do compositor Antenor, pintando de verde e branco o morro da Serrinha, o subúrbio de Madureira e o carnaval carioca, representando a esperança e a paz, repectivamente. O símbolo - uma coroa - e o risco da bandeira surgiram das mãos hábeis de Mestre Caetano.

Como na época ainda não havia segundo nem terceiro grupo, o Império Serrano começou arrasando. Venceu o primeiro desfile de que participou, em 1948, deixando para trás a Portela, que vinha levando o campeonato nos sete anos anteriores. O Império foi a primeira escola a trazer todos os seus componentes fantasiados e também a ter o casal de mestre-sala e porta-bandeira no meio da escola, e não à frente, como era de costume. Inovações que tornaram-se a regra de todas as outras escolas até hoje.

Depois da boa estréia, a escola manteve a dianteira, conquistando os campeonatos de 49, 50 e 51. Nas décadas de 50 e 60 a escola se notabilizou por compositores de samba-enredo que renovaram o gênero, em especial Silas de Oliveira, autor de nada menos que 14 sambas cantados na avenida e considerado o melhor compositor de samba-enredo de todos os tempos. Outros autores de destaque foram Mano Décio da Viola e Dona Ivone Lara, primeira mulher a se destacar no ramo. Roberto Ribeiro, intérprete da escola de 1974 a 1981, até hoje é considerado um dos melhores puxadores de samba de todos os tempos.

Um dos maiores sucesso da história da escola ocorreu em 1982. Depois de terminar a década de 70 em baixa - quando chegou a disputar o segundo grupo, em 1979 -, o Império foi à avenida com o antológico samba-enredo "Bum bum paticumbum prugurundum", de Beto Sem Braço e Aluísio Machado, que contava a história dos antigos carnavais e é um dos mais populares de todos os tempos. A escola venceu o carnaval em 82 (no ano anterior, havia terminado na última colocação, mas safou-se por não ter havido rebaixamento naquele ano).