Cabeça de Gestor com Alfredo Menezes, Armor Capital

Опубликовано: 17 Июль 2026
на канале: Broadcast | Agência Estado
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O saldo de investimentos estrangeiros na Bolsa brasileira ficou positivo nos primeiros dez dias de julho, mas ainda não permite comemorações. Na avaliação do gestor Alfredo Menezes, presidente da Armor Capital, a atratividade do mercado de ações nos Estados Unidos continua forte, com a maior economia do mundo crescendo e inflação recuando. "Não estamos otimistas com fluxo estrangeiro para Bolsa brasileira", afirmou Menezes, entrevistado do programa Cabeça de Gestor desta quinzena.

A arrancada do Ibovespa nesse mês, porém, fez a gestora zerar a posição vendida em Bolsa doméstica. Ajustes rápidos na carteira são característicos na gestora, que tem crescido em meio à fuga de recursos de fundos multimercados - entre eles, os da Verde Asset Management - e chegou a R$ 810 milhões sob gestão. Segundo Menezes, essa estratégia de investimentos é compatível com um patrimônio líquido de até R$ 3 bilhões.

Sobre dólar, o gestor com mais de 40 anos de experiência no mercado financeiro afirma que uma cotação de equilíbrio é algo entre R$ 5,30 e R$ 5,40, considerando os atuais resultados de conta corrente do Brasil não muito animadores. Para o fim do ano, a aposta da Armor é de um dólar perto de R$ 5,60 por causa de questões sazonais, como menor exportação de mercadorias de maior valor agregado e envio de juros ao exterior.

Menezes pontua que o ataque especulativo à moeda brasileira entre o fim de junho e início de julho aconteceu por alguns fatores. Um deles foi o aumento importante na importação de criptoativos neste ano em relação a anos anteriores. As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o aumento pessimismo de agentes do mercado com o cenário fiscal "abriram a porta" para a especulação. "Acredito que isso abriu porta para ter um ataque especulativo. Não acho que foi tão grande como já vimos em outras crises, mas teve sim, onde o investidor estrangeiro comprou muito, muito dólar e vendeu muito real e Bolsa também", disse o gestor, acrescentando que, com a mudança de discurso do presidente Lula, o dólar vai ficar oscilando em torno de R$ 5,30 e R$ 5,40.

Atualmente, a maior parte do risco do fundo da Armor está alocado em bolsa americana, onde a preferência é por bancos de varejo que se beneficiam do avanço da inteligência artificial (IA), e também em México. "Nosso hedge para bolsa americana é iene, porque a moeda japonesa tem uma correlação inversa", disse. Na B3, a gestora evita alguns setores - como o varejo - e seleciona algumas ações por causa de teses de investimento. Uma opção atual é Itaú, banco que, segundo Menezes, também deve se um dos que mais vão se beneficiar com o avanço da IA.

Assista ao programa completo.

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