Carbono e vida

Опубликовано: 28 Июль 2026
на канале: História
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Você já deve ter ouvido falar que nós somos feitos daquilo que comemos. A prova disso é que desde a hora que nascemos até a idade adulta, a nossa massa cresce cerca de 20 vezes graças ao que comemos e bebemos.

Mas e se separássemos todos os elementos da tabela periódica que fazem parte do nosso corpo, qual seria o resultado? Aproximadamente 61% de nossa massa seria de oxigênio, em segundo o carbono com 19%, depois o hidrogênio, o nitrogênio, o cálcio entre outros.

Mas é do carbono que vamos falar. Ele é um dos elementos mais importantes para a estrutura dos seres vivos. Os átomos de carbono que compõem o seu corpo fizeram uma fantástica viagem até estar assistindo essa animação agora. Para saber de onde vieram e para onde irão, vamos tirar os pés do chão e subir até o espaço sideral.

O CARBONO NA ATMOSFERA

Vista do espaço a Terra apresenta uma fina camada de gases que a protege: a atmosfera. A atmosfera é muito importante, pois filtra parte da radiação solar que atinge a Terra deixando somente uma parte dela chegar até a superfície.

A luz do sol que conseguimos enxergar é apenas uma pequena faixa de toda a radiação eletromagnética que é emitida. Essa faixa é conhecida como espectro visível (representado pelas cores que enxergamos). A radiação solar que chega até a superfície da Terra aquece o meio e é reemitida na faixa de radiação infravermelha, conhecida como ondas longas e que nós sentimos na forma de calor.

O interessante é que uma parte dessa radiação é absorvida por alguns gases presentes na atmosfera. Dos principais gases atmosféricos que tem essa característica três possuem o carbono em sua composição. São eles o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e os clorofluorcarbonos (CFCs). Esses gases absorvem parte do calor irradiado pela superfície, evitando que o calor se perca para o espaço, e provocando o aumento da temperatura da atmosfera, no fenômeno que conhecemos como “efeito estufa”.

Nos últimos 200 anos, por causa dos processos industriais, queima de combustível fóssil, queimadas e desmatamentos a humanidade jogou na atmosfera uma enorme quantidade de carbono que até então estava armazenada em reservas no subsolo e nos tecidos das plantas. Esse carbono, na forma de gases estufa, tem contribuído para o aquecimento global e conseqüentes alterações no clima da Terra com grandes impactos para os ecossistemas e o próprio homem.

Uma das grandes questões que tem intrigado a comunidade técnica e científica internacional é: como resgatar os gases estufa que estão em excesso na atmosfera e garantir o reestabelecimento do equilíbrio climático da Terra?



O CARBONO, A FOTOSSÍNTESE E A VIDA NA TERRA

A importância do carbono da atmosfera para a vida na Terra não para por aí. Apesar de não conseguirmos enxergar, a todo momento ocorre a troca de carbono entre a atmosfera e as plantas através da fotossíntese. Esse processo dá início à teia alimentar, que produz material orgânico e supre grande parte da demanda energética do planeta.

Durante o dia as plantas e as algas usam a energia solar por meio da fotossíntese para separar nas moléculas de agia o hidrogênio do oxigênio das moléculas. Liberam o oxigênio para a atmosfera e transformam o dióxido de carbono em compostos orgânicos na forma de açúcares. Esses açúcares, somados a elementos que a planta também absorve do solo, se transformam em moléculas complexas que formam o seu corpo, ou seja, a sua biomassa.

Durante a noite as plantas continuam respirando. A respiração das plantas é um processo de quebra da molécula de glicose para liberação da energia que nela se encontra armazenada. Nesse processo, as plantas liberam CO2 para a atmosfera.

Por utilizar diretamente a energia solar e elementos químicos básicos para realizar seus processos biológicos, plantas e algas estão na base da teia alimentar e são denominados “produtores primários”. Animais que se alimentam exclusivamente de plantas e algas são denominados consumidores primários. Os consumidores secundários se alimentam dos consumidores primários e em alguns casos também dos produtores assim como nós, os seres humanos. Os predadores se alimentam dos consumidores primários e secundários.

Como podemos ver, não retiramos o carbono diretamente da atmosfera, mas da biomassa das plantas e dos animais que ingerimos. Por isso, o carbono que faz parte do nosso corpo um dia já esteve livre na atmosfera e, em algum momento, foi capturado pelas plantas que nos serviram de alimento. Esse mesmo carbono já pode ter passado por outros seres vivos nos inúmeros ciclos que se sucederam desde que existe a vida na Terra.