Music: Guido Braccini
Lyrics: from the "Symposium" by Plato
Vocalist: Ana Portela
Vibraphone: Mei-Yi Lee
Bass: Thomas Cochrane
Percussions: PriZm sounds by Neon & Landa
Record and mix: Thomas Cochrane at E-sound studio, Weesp
Master: Arne Bock
Film | Editing: Alina Fejzo
Dancers: Claudia Lantini and Ana Portela
Studio: huur een fotostudio.nl, The Hague
Special thanks to Ilya Ziblat Shay for assisting in the song composition, to Steven Witkam for creating the light effects, and to the book "La Lingua Geniale" by Andrea Marcolongo whose chapter on the dual number in ancient Greek inspired the lyrics and whose chapter on the colour blindness of the ancient Greeks inspired the background colours of the video.
© Copyright 2017 Guido Braccini
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Tudo era duplo
Uma vez, há muito tempo atrás, a nossa natureza não era a mesma que a de agora, mas diferente As pessoas tinham quatro mãos e quatro pernas e dois rostos e quatro orelhas, tudo era duplo
A forma redonda, os flancos em círculo, eram também eretas como agora, em qualquer das duas direções que quisessem
Quando se lançavam numa rápida corrida faziam uma roda apoiando-se nos seus oito membros Eram de uma força e de um vigor terríveis
Tinham uma grande presunção e voltaram-se contra os deuses
Mas na tentativa de fazer uma escalada ao céu
os deuses cortaram cada um em dois
Desde que a nossa natureza se mutilou em duas, ansiava cada um pela sua própria metade e a ela se unia envolvendo-se com as mãos e enlaçando-se um ao outro. E no ardor de se confundirem, na tentativa de fazer só um de dois, extraordinárias eram as emoções que sentiam, a ponto de não se quererem separar um do outro nem por um pequeno momento.