"a voz de sempre", escrito e dito por Fernando Graça.
de palavra do princípio
o repouso após o isto
apodrece e atropela
essa morte que soluça
apenas no repouso
que perdura
não na tumba no lamento
de palavras tagarelas
pode no estridente
irritar a tentação
da funérea carga
da perpétua rosa
no lugar do alcance
da voz
de sempre
Segundo Fernando Graça, "Isso não passa de exercício rítmico da fala dizendo um texto "nonsense" criado com a técnica beatnik de CUT UP (que é muito mais reveladora do que o intencional)"