Bruno de Carvalho esteve esta terça-feira em conferência de imprensa. Criticou a direção liderada por Godinho Lopes e lentidão do processo que levou à convocação de um Assembleia Geral Extraordinária. Veja aqui o comunicado na íntegra.
Bruno de Carvalho mostrou-se esta terça-feira insatisfeito com a lentidão do processo que levou à convocação de uma Assembleia Geral (AG) do Sporting extraordinária, confirmada ao princípio da tarde.
O candidato derrotado nas últimas eleições do Sporting contestou a demora que a Mesa da AG em funções levou a apreciar o pedido de realização do conclave. "Foi com estupefação e estranheza que observámos que foram necessários mais de 15 dias, após a entrega do requerimento por parte dos sócios para a convocação da AGE, para aferir a conformidade da documentação entregue", afirmou Bruno de Carvalho em conferência de imprensa.
E prosseguiu: "Perante este estado ditatorial e anti-democrático que se quer instaurar no Sporting, não podemos ficar calados e temos de manifestar bem alto a nossa indignação. Apenas exigimos que se cumpram os estatutos (...) Que fique claro que as vitórias do Sporting nos aliviam do ponto de vista desportivo e que muito nos regozijamos mas não nos podem fazer esquecer a situação financeira e desportiva calamitosa em que vivemos, nem violar os nosso princípios e valores".
Bruno de Carvalho discorda do prazo fixado pela mesa da Assembleia Geral para a marcação de eleições, até 22 de fevereiro e aponta, "o mais tardar", o dia 11 de fevereiro para a realização da AG, 30 dias depois de ter sido depositado o montante necessário para a realização da reunião magna (cerca de 15 mil euros).
Horas antes, o vice-presidente da mesa da Assembleia Geral (AG) do Sporting, Daniel Sampaio, tinha confirmado ter sido aceite o requerimento para realização de uma reunião magna extraordinária para votar a destituição dos órgãos sociais do clube. Daniel Sampaio acrescentou que a data e o local desta reunião magna "serão divulgados em momento oportuno", confirmando, porém, que a mesma terá de ser realizada"no espaço de 30 dias, a contar de hoje". "No limite, terá de ser marcada até do dia 11 [de fevereiro], pois foi no dia deste mês em que o dinheiro entrou. Não passa pela cabeça de ninguém que sejam necessários 16 dias para verificar 800 assinaturas. Se calhar é melhor marcar as eleições com 2 anos de antecedência", ironizou Bruno de Carvalho.
Congratulando-se, porém, por ser dada oportunidade de "dar voz aos sócios", Bruno de Carvalho garantiu que o clube "nunca cairá em qualquer caos ou vazio", manifestando disponibilidade "para fazer parte de uma solução, nunca o problema". "Primeiro é preciso ouvir os sócios e depois tomar decisões. Hoje foi dada a luz verde. Aguardarei agora pela data da AG", frisou.