Andrade | Bactéria (prod. Fernandes)

Опубликовано: 17 Июль 2026
на канале: Andrade
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Composição e interpretação: Andrade
Gravação, mix e master: Estúdio MDB
Instrumental: Fernandes
Lyric vídeo: Amanda Styzbe


Letra: Uma bactéria em comparação à maior nação
Estabelecida no universo em expansão
Muitos passarão por aqui, mas daqui todos se vão
Indivíduo, família, bairro, civilização
Cidade, Estado, urbanização
A sociedade é o corpo, o planeta é o caixão
Poderíamos viver em estado de expansão
Mas vivemos n'um atentado contra a população
Porque nós "tamo" tentando conquistar só uma fração
Da riqueza concedida aos que moram na mansão
Estragando a atmosfera com a poluição
Pondo o povo longe do centro com a especulação
Se trancando na prisão, com a ilusão de proteção
Cê é livre até quando tiver umas notas na mão
Quando elas acabar, eles vão te matar, te bater, te pisar, te forjar, te f*der, pode pá
Que eles não vão ter dó...
E o escrivão? Já te pôs no BÓ
Cê vai pro corró, um pedaço do inferno
Onde o demonio roça a nuca dos internos
E os que tão de terno, tem imunidade
Porque tem de sobra pra pagar o preço da liberdade
A justiça não é de verdade, na cidade cidadela
Onde o Estado dá esmola, fecha escola e abre cela
Salve Marighella! Os guerreiros tão sem espada
É mic na madrugada e rima pra luta armada
E cada linha disparada é pra chacina descarada
Que dá as caras na quebrada, mas ninguém lembra de nada, porque é mais...
Um pretinho que morreu...
Pro sistema é uma numeração, em compensação
Nada compensa a imensa dor no coração
Da mãe que criou o filho com dedicação
Pra ver... o fim tão perto do começo
A vida indo embora, um tropeço
Eu rimo e por isso o RAP eu ofereço
Cada momento de aprenzidado eu nunca esqueço
Nunca esqueço... que sou apenas um grão de areia...
Em meio à essa imensidão...
Um átomo, um rato no esgoto... e parte da constelação
O resto do que já foi maior que eu... poeira de explosão
Do nada pro tudo e do tudo pro nada, sou o ciclo de evolução... e mesmo assim
Tento fazer minha parte
Conscientizando as mentes através da arte
Pra que o sangue de irmãos e irmãs pare de ser vendido à la carte
Na terra onde um nike vale mais que a alma
Mantenho a calma pra deixar minha marca
Não a que escraviza, sim a que visa libertar a fauna da arma, das barcas
Da selva de pedra, do CAPETAlismo, da vida de merda de aturar patrão
Boladão, pesadão, tô tipo Periclão na missão de manter meu próprio Parthenon
O meu corpo é meu templo... até nas bad Atenas me inspira
Nas estratégias de guerra e na busca diária por sabedoria