Assim, as relações, de um modo geral, amorosas, conviviais, afetivas e, principalmente, sexuais, são realizações humanas sob a supervisão do plano extrafísico, com causas e consequências inapagáveis.
“Os sexos não existem senão no organismo; são necessários à reprodução dos seres materiais; mas os Espíritos, sendo a criação de Deus, não se reproduzem uns pelos outros, é por isto que os sexos seriam inúteis no mundo espiritual.”
(“Revue Spirite”, Janeiro 1866, “As mulheres têm uma alma?”)
O contato íntimo entre duas criaturas, proporcionado pela prática sexual, desperta uma série de considerações, que reputamos oportunos. Fisicamente, as forças biológicas dos seres que se atraem funcionam como duas pilhas onde as energias são compartilhadas. Cada toque, cada estímulo aos sentidos é instantaneamente absorvido por cada um dos parceiros, e é a fonte de uma nova realimentação do processo.
Na questão sentimento, no que tange ao erotismo – de eros, amor – o que se vislumbra é a comunhão, a associação, o intercâmbio de sensações amorosas comuns, mas não necessariamente as mesmas, nem em idênticas quantidades. Qualquer manifesto, seja um afago, um beijo, uma carícia, uma palavra e até um pensamento, pode contribuir com o ambiente que abriga tal união, e a doação que, de fato, ocorre, se materializa num processo recíproco de dar-receber.
Como seria, entretanto, o componente espiritual de uma relação sexual?
Primeiramente, do ponto de vista espiritual, somos Espíritos que logramos superar uma fase inicial de simples convivência orgânica, onde o guia eram os instintos, tão-somente. Fomos, pouco a pouco, através de experiências sucessivas, descobrindo os outros componentes do eu-Espírito, inaugurando a fase da vivência dos sentimentos (amor, ódio, medo, respeito, solidariedade, etc.), até alçar os primeiros voos da percepção da consciência.
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