Direção - Gabriel Nasser
Edição e Direção de Arte - Bruna Buccini
Fotografia - Max Chagas
Produção - Thadeu Werneck
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Letra:
Máquinas de guerra movidas a energia eólica
Táticas da terra, na vida tudo retorna
Prática contesta a supremacia teórica
O ruído das raízes, rachaduras sobre a rocha
Corroendo a superestrutura social
Superstições, conjecturas, sociologia do suicídio
Abalo solepsísmico, crise existencial
Quebro o paradigma estabelecido, vou além do niilismo
Desenvolvendo a arquitetura digital
Dessa nova conjuntura distrativa em que resido
Eu concretizo a criatura artificial
Quimera pós-moderna, nova era mesma merda
Mesmo novo redundante, repetititititivo
Reptiliano hiperativo, conspiratório consciente
Residente desse ambiente nocivo
Agente infiltrado no epicentro do sistema repressivo
Eu já nasci aqui
Já sei o que vai acontecer
O meu tempo é confusão
Um dia isso vai explodir
Um comprimido para a dor
A sua mensagem no computador
Eu me permito um pequeno prazer
Eu sou a cara do consumidor
Ar condicionado super-aquecido devido ao uso excessivo
Nariz entupido defende do cheiro de excremento
Estufa de concreto, gás carbônico e cimento
Chuva ácida refresca, é uma sátira sincera
À margem plácida de um colapso, eu relaxo
Cápsula pálida, cartela de ácido, refluxo
Lapido Lápis Lazuli no fluxo
Fabrico lápide de luxo e sugo lipídios por um tubo longo
Eu limpo películas, retiro partículas
E excesso de pele flácida da cirurgia no lombo
A mágica da pele plástica vivendo como um pombo
Escondido nos escombros, a vida é mesmo trágica