Tiago Mileu, pianista natural de Portalegre, regressa à sua cidade natal, após 15 anos, para um recital, a solo, composto por cinco Fantasias, quais dedos de uma mão: duas do século XVIII, duas do século XIX, terminando com o alvorecer do século XX.
A Fantasia, forma musical livre, de carácter imaginativo e improvisatório, emerge como o espaço ideal para o compositor dar largas à sua liberdade criativa.
Curiosamente, estas cinco Fantasias contêm uma métrica sólida, originando, por si só, uma reflexão: o diálogo entre a ordem e a liberdade.