Uma caminhada pelas ruas de Guimarães, onde um grupo mulheres ativa a paisagem como uma caixa de ressonância: corpo a corpo, da parede para a voz, da memória para o gesto, do gesto para o desejo de futuro. Esta criação para o espaço público em torno da figura do coro de mulheres incluiu uma oficina de voz e movimento com 12 mulheres da comunidade de Guimarães, coautoras da performance. O que é uma voz vulnerável? Pode a vulnerabilidade comunicar? Este gesto artístico feminista pretende criar um espaço de encontro para as vozes, emoções e biografias de cada mulher. Que palavras podemos criar juntas? Que melodias se inscrevem nas diferentes partes do nosso corpo? Como podemos movê-las para que comecem a falar e a cantar? O ponto de encontro será a Casa da Memória, de onde partirão dois grupos, caminhando pela cidade.