Os dias de inaugurações são sempre dias especiais no museu. É quando o trabalho de dias seguidos de montagens culmina com a abertura e com o olhar do público. O último sábado não foi exceção. Abrimos três novas exposições no CIAJG, cada uma com elevado grau de ambição, o que faz com que estejamos muito satisfeitos por poder mostrá-las.
No ano em que o CIAJG celebra a sua primeira década, pela primeira vez, todas as 1128 peças que constituem o acervo de coleções e obras de José de Guimarães estão em exposição. É assim possível apreciar toda a sua riqueza e diversidade.
Continuamos a criar relações de artistas contemporâneos com as coleções. Também pela primeira vez, a artista hispano-brasileira Sara Ramo expõe em Portugal, depois de ter passado por espaços como o Museu Reina Sofia, em Madrid, ou na Capela do Morumbi, em São Paulo.
Apresentamos ainda uma coletiva - um “arquivo” de imagens históricas e de artistas contemporâneos, que enfatiza as correspondências cruzadas entre o surrealismo, a etnografia e a arte contemporânea. Imagens de Pedro Huet, Darks Miranda, Mariana Caló e Francisco Queimadela entre outros.
Qualquer festa que seja merecedora desse desígnio, não se cumpre sem música. Abrimos as portas à Revolve para uma noite de música e performance. Regressamos às caves e às reservas dando-lhes um novo e vibrante uso.
Foi um dia em cheio, portanto. Soltamos as ansiedades e agora tudo está do lado do público. E é ao público que importa agradecer por ter feito a festa connosco.