Nossa tarefa é compreender de que forma o Trieb (como forma metapsicológica de articulação entre psiquismo, natureza e cultura) aparece a partir de seus aspectos desmesurados, ilimitados, e, simultaneamente, como ele surge também, paradoxalmente, a partir de suas limitações e o que poderiam significar essas limitações, sejam como limitações ou restrições propriamente ditas, sejam como um enlaçamento e uma reconfiguração das possibilidades de realização. Isso se justifica justamente porque o impulso nos parece, a partir desses autores, um modo privilegiado para compreendermos a conexão entre natureza e cultura no ponto em que vivenciamos ou experienciamos as nossas decisões, sejam elas conscientes ou inconscientes.