Como a Finlândia resolveu o problema dos sem abrigos?
Em Portugal cerca de 8200 pessoas vivem em situação de sem abrigo. A pandemia, o aumento do custo da habitação, a estagnação dos ordenados e as políticas económicas que têm sito adotadas além de todo o panorama internacional não têm ajudado a situação. Fica então a pergunta, Qual a melhor abordagem para resolver o problema dos sem abrigos?
Na Finlândia só cerda de 5000 pessoas encontram-se nesta situação, cerca de 0,1% da população. Isto de acordo com a definição Finlandesa de Sem abrigo, que é bastante mais abrangente do que somente as pessoas que vivem nas ruas ou em abrigos de emergência. Em varias cidades Finlandesas, como a capital, Helsínquia, Ninguém dorme na Rua! Este tipo de sem abrigo já foi erradicado.
Para percebermos a abordagem do governo finlandês temos de voltar a 2007, quando se iniciou primeiro programa de habitacional, o programa “Hause First” ou “Casa Primeiro”. Este programa teve como filosofia a ideia de que é preciso dar mais do que soluções emergenciais e avançar para atribuição de morada permanente. Ou seja, arranjar casa para os sem abrigos, é o primeiro momento do percurso e não o objetivo final.
Mas na prática, como é que um programa destes funciona?
Pessoas em situação de sem abrigo, recebem, á partida, abrigo. Sem terem de cumprir qualquer tipo de requisito. Depois de estar estabelecida a habitação, os serviços sociais de reintegração social são oferecidos. Com o tempo a pessoa recém abitada vai começar a custear, na medida do possível, os custos habitacionais.
Quanto custa um programa “Casa Primeiro”? Será mais caro que a abordagem atual?
A verdade é que na maioria dos casos, um programa de Casa primeiro é mais barato a longo prazo do que um programa de apoio continuo. Mesmo que em um primeiro momento o programa possa necessitar de mais recursos, como a reabilitação social dos sem abrigos é maior, não só estes passam menos tempo a receber cuidados do estado como se tornam membros contribuintes mais rápido. Além disso, com menos pessoas nestas condições menores são os gastos do sistema de saúde em hospitalizações emergenciais e menor a necessidade de alto policiamento, pois com melhores condições para estas pessoas mais difícil será a queda para o consumo de substâncias e para a prática de comportamentos ilegais.
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