Eis um ângulo diferente sobre a hipótese de haver vida lá fora!
A Equação de Drake não é bem uma equação, mas sim uma ferramenta para tentar medir quantos planetas na Via Láctea poderão ter vida inteligente, com pelo menos tecnologia de radioastronomia, capaz de observar e comunicar com o universo. Foi criada por Frank Drake.
Primeiro, calculas quantas estrelas deverá haver, mais ou menos, na Via Láctea. Resposta: cerca 200 mil milhões de estrelas. A margem vai das 100 às 400, pelo que 200 mil milhões é a média.
Depois, tentas estimar quantas destas estrelas terão planetas. Para esta equação, Drake estimou pelo menos que um quarto delas terá planetas, o que dá 50 mil milhões de estrelas com planetas.
Cada estrela pode ter entre 3 a 7 planetas em média, mas agora tens de estimar quantos desses planetas poderiam ter condições para a vida. Drake estimou 2. E desses dois, em quantos a vida florescer mesmo? Drake estimou metade, portanto, 1 planeta. 50 mil milhões de planetas com vida.
E vida inteligente, com tecnologia astronómica? Mais difícil. Drake estimou que quer para vida inteligente, quer para desenvolvimento de astronomia, a chance é de 1 centésimo. 1 em 100. Feitas as contas, 500 milhões. A equação de Drake estima que 500 civilizações inteligentes, com radioastronomia terão existido pelo menos 1 vez.
Bom… e quantas poderão existir agora? Vida inteligente, numa civilização ainda incapaz de colonizar outros planetas é frágil, pelo que Drake estimou que, das 500 milhões de civilizações que poderão ter existido na Via Láctea, a chance de coincidirem no tempo é de 1 milionésimo. 1 num milhão.
500 milhões x 1 milionésimo?
5. 5 civilizações inteligentes com radioastronomia. Muito pouca gente com quem podemos falar.
Drake quis ser mais otimista, e imaginou que em vez de 1 milionésimo, 1 centésimo de todas as civilizações possíveis poderiam ter sobrevivido. Nesse caso, estamos a falar de 1 milhão e civilizações.
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Autor: Fábio Silva