Hoje vamos conhecer mais sobre a professora Edna de Almeida Rodrigues, que é Mestre em Engenharia de Produção e Consultora Acadêmica, e veio compartilhar conosco sua história de vida inspiradora. De origem humilde e repleta de desafios como mulher e brasileira, Edna ultrapassou barreiras e alcançou o sucesso esperado com todos os seus objetivos em mente durante sua jornada.
Com sua história de vida inspiradora, convidamos a Edna para participar do Projeto Conta Aí Professor, organizado por nós, o Canal Conecta, que faz parte da equipe Kroton, para que ela conte um pouco mais de sua origem e como foi sua jornada com a educação para que alcançasse todos os seus objetivos e chegasse aonde está hoje.
De maneira bastante simpática, Edna já iniciou nossa conversa se apresentando e com o objetivo de inspirar quem está assistindo com sua história de vida. Edna conta que, como a maioria dos brasileiros, ela vem de uma origem humilde e simples, que em sua época de adolescência havia a crença de que um curso técnico já fosse o suficiente para um filho de uma família humilde. Tal pensamento seria agregado ao fato de o curso técnico abrir portas com oportunidades de trabalho, e destaca: “Tanto que eu fiz dois né, o orgulho da mamãe”, brinca.
Seguindo na trilha do trabalho na adolescência, complementa: “Porque realmente isso acontece (conseguir empregos devido aos cursos técnicos), só que em algum momento, nos estabilizando, nós paramos naquilo e paramos de evoluir profissionalmente” aponta Edna, “mas naquele momento eu não tinha consciência disso, eu só fui perceber na minha fase adulta e, naquela época, nós começávamos a trabalhar muito cedo, entre 14 e 15 anos”, inicia Edna ao contar sua história de vida.
“O trabalho tão cedo não só era permitido como era estimulado e isso está ligado a uma questão de crença de cultura, na verdade as pessoas acreditavam que aquilo era importante para que aquele jovem tivesse uma carreira, tivesse um trabalho que pudesse lhe trazer o sustento necessário, o mínimo necessário para que ele tivesse uma vida confortável“, completa Edna.
“Isso, com a minha maturidade, com a minha evolução, foi me fazendo pensar que naquela época eu nunca tinha entrado em uma instituição de ensino superior para perguntar quanto custava para fazer um curso ou fazer um cursinho para tentar entrar numa instituição pública“, comenta, “então eu refletia, eu pagava meu curso técnico porque eu achava que não poderia pagar uma faculdade, afinal de contas já trabalhava e me sustentava“.
“Desde que meus filhos eram muito pequenos, eu estabeleci que o ensino superior seria para todos e que não haveria discussão de se ‘faria ou não’, a discussão, na verdade, seria de quantos e o que poderia ser feito, isso ficaria a cargo deles”, comenta Edna sobre a liberdade que daria aos filhos na escolha de seus estudos superiores para que eles mesmos pudessem construir sua história de vida.
“Tudo isso também fez com que eu tomasse a decisão de retomar meus estudos, de fazer a faculdade de administração já com uma idade mais madura, com 36 anos” Edna destaca esse importante passo em sua história de vida. “Isso transformou a minha família porque no ano seguinte o meu esposo, aos 39 também, começou a faculdade de arquitetura”, revela sobre a influência de uma atitude no meio familiar.
“Então nós abraçamos essa causa e fomos juntos, na verdade, a nossa casa parecia mais uma república”, Edna brinca, “vocês podem imaginar, mas nós nos apoiávamos, quem tinha tempo cuidava de alguma coisa da casa e quem não tinha ficava estudando, ficava fazendo trabalho”, ela aponta sempre o apoio familiar em sua história de vida.
“Eles comemoraram comigo as conquistas e até hoje nós todos nos beneficiamos disso”, aponta a professora, “porque é lógico que toda aquela dificuldade que nós passamos durante os estudos foram superadas, porque conforme eu evoluo na carreira, também tenho uma melhora financeira, e essas dificuldades levam a gente a buscar soluções e não desanimar, ficar sentado no sofá reclamando.”
“Eu tenho uma dificuldade, eu entendo essa dificuldade e busco meios para solucioná-la para superá-la, e é isso que faz com que a gente saia do lugar, é isso que faz com que a gente se sinta motivado para continuar, para não desistir, para ir em frente.”
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