Nesta conversa, convidamos Marina Coutinho, enfermeira especialista em Urgência e Emergência, para compartilhar um pouco de sua experiência com a Residência, nos contar mais sobre a sua trajetória na enfermagem e, também, a influência da Residência no mercado de trabalho. Com seu crescimento pessoal dentro dessa oportunidade, ela tem bastante a nos contar.
Marina tem 25 anos e é Residente no Hospital Santa Marcelina em Enfermagem Urgência e Emergência. Ela está no seu último ano de Residência e confessa que é uma carga horária bastante pesada e extensa, com 60 horas semanais, ou seja, 11 horas por dia, assim como ser um Residente pode trazer diversos desafios e você deve ser persistente para conseguir se dedicar ao máximo e absorver os ensinamentos dessa excelente oportunidade.
A Residência é um curso de pós-graduação Lato Sensu com maior foco nas áreas práticas, chegando a ser 80% do foco nessa área, e apenas 20% do curso nas disciplinas teóricas. O residente é orientado por especialista na área a ser trabalhada e por um tutor que é professor da instituição de ensino. A Residência se baseia na área da saúde e pode abranger diversos setores dessa área, desde a Ortopedia e Traumatologia até a Genética Médica, por exemplo.
No caso de Marina, ela é Residente em enfermagem e, com a execução dessa Residência, ela possui mais chances de se inserir no mercado de trabalho após o término de seu curso, com diversas habilidades práticas desenvolvidas e a convivência no meio da saúde já melhor acostumada. Além disso, os Residentes recebem uma bolsa no valor de R$3.330,43 financiada pelo Ministério da Educação (MEC) e que, consequentemente, os auxilia no foco total nessa possibilidade de especialização e experiência única.
Marina também pôde aprofundar seus conhecimentos em áreas específicas dessa temática como nos setores de Pronto-Socorro Adulto, Clínica Médica, Pronto-Socorro Cirúrgico e em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), tanto gerais como cirúrgicas e neurológicas, sendo essa última a área na qual ela se encontra atualmente. A Residência é bastante importante e influente, mesmo com poucas vagas de ingresso, como aponta Marina.
Para ingressar em uma Residência de enfermagem, por exemplo, o indivíduo deve ser aprovado no processo de seleção da instituição que ele deseja frequentar e que ofereça esse tipo de especialização. Cada processo seletivo varia de acordo com os editais apresentados por cada instituição, geralmente compostos por uma prova de conhecimentos gerais e específicos, uma análise de currículo e, obviamente, uma entrevista com o candidato.
E no que influencia a Residência no mercado de trabalho? Como eu poderia utilizar isso após a formação para conseguir um emprego na área?
A Residência propicia que os seus alunos encarem de frente as oportunidades dentro do setor de forma autônoma, trazendo uma enorme segurança ao seu crescimento profissional e desenvolvimento de habilidades. Aliando essa prática contínua proporcionada pela Residência à área teórica, as possibilidades de emprego após o término desse curso aumentam consideravelmente e as ofertas e oportunidades acabam assustando menos por conta da prévia experiência do aluno com o setor.
É importante que, quem deseja ser um Residente, se dedique muito ao seu objetivo e estude bastante para poder aproveitar ao máximo a experiência e a especialização da Residência, por exemplo. Com essa dedicação, você ganhará segurança e será possível aliar essa segurança ao seu conhecimento para exercer um ótimo cargo na sua área de atuação e alcançar qualquer objetivo profissional, pois é relevante apresentar a Residência no mercado de trabalho.
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